Fisioterapia em Saúde Pélvica

Esta especialidade da fisioterapia dedica-se ao diagnóstico, tratamento e prevenção de disfunções do pavimento pélvico e das estruturas associadas, em todas as fases da vida. Na mulher, é comum tratar situações como incontinência urinária ou fecal, dor pélvica, disfunção sexual, alterações no pré e pós-parto, diástase abdominal, alterações menstruais, endometriose e prolapsos. No homem, atua sobretudo em situações como disfunções miccionais ou sexuais, dor pélvica crónica e reabilitação após cirurgias da próstata.

A intervenção pode incluir exercícios específicos, terapia manual, biofeedback, eletroestimulação e reeducação funcional, sempre com um plano adaptado às necessidades individuais e respeitando a privacidade e o conforto da pessoa.

Porque é importante

Estas condições, apesar de comuns, são muitas vezes pouco faladas. A fisioterapia pélvica tem um impacto direto na qualidade de vida, bem-estar emocional, autoestima e funcionalidade no dia-a-dia. Pode fazer toda a diferença na vida de quem vive com desconforto ou limitações nesta área, e é também essencial na prevenção — como no caso da preparação para o parto ou da reabilitação após cirurgias pélvicas.

Perguntas Frequentes:
1. Quais são as principais situações tratadas?

Nas mulheres, tratamos problemas como perdas de urina, dor nas relações, cicatrizes dolorosas pós-parto, endometriose, entre outros. Nos homens, focamo-nos em situações como perdas urinárias pós-cirurgia da próstata, disfunção erétil e dor na zona pélvica.

2. Como sei se devo procurar esta especialidade?

Se sentes dor, desconforto, alterações urinárias, dificuldade durante o sexo ou após gravidez/cirurgias, esta área pode ajudar. Também é indicada mesmo sem sintomas, como forma de preparação para o parto ou prevenção de disfunções futuras.

3. O tratamento é invasivo?

Nem sempre. Existem abordagens externas e internas, mas tudo é feito com o teu consentimento e total respeito pela tua privacidade e bem-estar. És sempre tu que decides o que faz sentido para ti.

4. Em quanto tempo começo a ver melhorias?

Cada caso é único, mas muitas pessoas notam melhorias nas primeiras semanas. O acompanhamento contínuo e o envolvimento ativo nos exercícios fazem toda a diferença.